Estudo do Apocalipse 17

Muito se fala da profecia de Apocalipse 17, a respeito da renuncia do Papa Bento XVI, pois bem faremos um estudo detalhado com esse assunto e voçe tire suas próprias conclusões, sendo que existe duas linhas de interpretações. O estudo esta dividido em 3 partes com dois vídeos explicativos do assunto, bons estudos.

Parte 01

OS SETE REIS e os DEZ CHIFRES

“1- E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;

2 – Com a qual fornicaram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua fornicação.

3 – E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlate, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres.

4 – E a mulher estava vestida de púrpura e escarlate, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua fornicação;

5 – E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra.”

(Apocalipse 17: 1 – 5)

Interpretação dos símbolos

• A Mulher, com a qual se prostituíram os reis da

terra: Igreja Católica romana.

• Vinho da sua prostituição: Falsas doutrinas.

• Besta escarlate, sobre a qual a mulher está assentada: O poder civil. (A mulher dirige o estado como um cavaleiro dirige o cavalo. Ela ‘reina sobre os reis da terra’ , Apoc. 17:18).

• O nome ‘Mistério’, escrito na testa da mulher: “O mistério da Trindade é a doutrina central da fé católica. Sobre ela estão baseados todos os outros ensinos da Igreja.”

(Catecismo do Católico de Hoje, p. 16)

“6 - E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.

7 – E o anjo me disse: Porque te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres.”

(Apocalipse 17: 6 e 7)

A CAUSA DA ADMIRAÇÃO

Para João, não era de se estranhar que pagãos perseguissem os seguidores de Cristo, Mas, quando viu, no futuro, uma igreja professamente cristã perseguir os seguidores do Cordeiro, e embriagar-se com o seu sangue, não pôde deixar de admirar-se com grande espanto.

8 – “A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra, cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá.

9 – Aqui está a mente que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes sobre as quais a mulher está assentada.

10 – E são também sete reis: cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo.

11 – E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.”

(Apocalipse 17: 8 – 11)

INTERPRETAÇÃO DOS SÍMBOLOS

“ • A besta (escarlate) que era: Roma pagã, em seu caráter perseguidor.

• A besta que já não era: O período de transição do paganismo para outra fase de religião, falsamente chamada cristã, no tempo de Constantino, quando

Roma perdeu o seu caráter feroz.

• A besta que virá: O papado, assumindo seu caráter perseguidor, e sanguinário.

Note que a referência para o tempo é o tempo de João, 95 dC.

• Os sete montes, ‘onde a mulher está assentada’:

As sete colinas de Roma:

1. Palatino, 2. Aventino, 3. Campidoglio, 4. Quirinale, 5. Viminale, 6. Esquilino, 7. Celio

A chave para a interpretação dos sete reis está no verso 10: “E são também sete reis; ou, “E estes são sete reis”.

Conclui-se, portanto, que os sete reis atuaram (atuam) onde se situam as sete colinas.

As sete formas de governo que atuaram nas sete colinas de Roma são:

1.Realeza (753 aC).

2.Consulado ( 510 aC).

3.Ditadura (500 aC).

4.Triunvirato (493 aC).

5.Decenvirato (450 aC).

6.Império (30 aC).

7.Papado (538 AD – ).

• Os sete Reis são:

1. Reis ; 2. Cônsules; 3. Ditadores; 4. Triúnviros; 5. Decênvirus; 6. Imperadores e, 7. Papas.

• “Cinco já caíram”:

1.Reis ; 2. Cônsules; 3. Ditadores; 4. Triúnviros; 5. Decênvirus;

• “Um existe” (no tempo de João): 6. Imperadores

• “outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo”:

O ‘Exarca de Ravena’, governou Roma por 60 anos, após ter sido abolido o Império. Pelo fato deste governo ter durado pouco tempo, não é mencionado entre as cabeças, pois interveio entre a imperial e a papal.

• “E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição”:

O Papado é denominada a sétima cabeça, mas é, na realidade, a oitava.

“12 - E os dez chifres, que viste, são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis uma hora, juntamente com a besta.

13 – Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.

14 – Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos Senhores e o Reis dos Reis; vencerão os que estão Ele, os chamados, e eleitos e fiéis.”

(Apoc. 17:12–14, KJV)

OBS: Na versão King James, reza: “receberão poder como reis uma hora, juntamente com a besta”, e não “por uma hora”.

INTERPRETAÇÃO DOS SÍMBOLOS

• Os dez chifres: Os dez chifres de Apoc. 17:12, são os mesmos de Daniel 7:7, isto é, os dez reinos que saíram do Império Romano:

1. Saxões, 2. Francos, 3. Germanos, 4. Burgundos, 5. Lombardos, 6. Suevos, 7. Visigodos, 8. Vândalos, 9. Hérulos, 10. Ostrogodos.

• “Recebem poder uma hora, juntamente com a besta”.

‘Hora’, no Grego é wra, que denota um espaço indefinido de tempo. Assim, os dez reis reinam durante um espaço de tempo contemporâneo com a besta, dando-lhe o seu poder e força. Esta linguagem deve referir-se ao passado, quando os reis na Europa davam unânime apoio ao papado. Não pode aplicar-se ao futuro, porque após o começo do tempo do fim (1798 DC), haviam (os dez chifres) de tirar o seu domínio, para o destruir e para o desfazer até o fim (Daniel 7:26)

• “Estes combaterão contra o Cordeiro”:

Somos aqui levados para o futuro, para o tempo da grande batalha final, porque neste tempo o Cordeiro terá o título de Rei dos reis e Senhor dos senhores, título que não usa antes da Sua segunda vinda.

“A verdade que Deus tem dado para seu povo nestes últimos dias deveria mantê-los firmes quando vierem, dentro da igreja, aqueles que apresentam falsas teorias. A verdade que tem estado firme contra os ataques do inimigo por mais de meio século deve ainda ser a confiança e conforto do povo de Deus.”

(Testemunhos para a Igreja, vol. 9, p. 69 e 70; escrito por volta de 1905)

OUTRAS INTERPRETAÇÕES SOBRE OS SETE REIS

1ª Interpretação:

1º Rei: Babilônia

2º Rei: Medo – Persa

3º Rei: Grécia

4º Rei: Roma Imperial

5º Rei: Roma Papal

6º Rei: 1ª Besta Híbrida – Roma Imperial (política) e Papado (religiosa)

7ª Rei: 2ª Besta Híbrida – Américas (política) e Falso Profeta.

8º Rei: União do 7º rei com o 6ª rei.

COMENTÁRIOS

• Os três primeiros reis: Babilônia, Medo-Pérsia e Grécia, não tinham seus tronos em Roma, isto é, sobre as sete colinas.

• Uma vez que se perde o rumo, as interpretações do sexto, sétimo e oitavo reis se tornam meras elucubrações.

2ª Interpretação:

1º Rei: Papa Pio XI (1929)

2º Rei: Papa Pio XII

3º Rei: Papa João XXIII

4º Rei: Papa Paulo VI

5º Rei: Papa João Paulo I

6º Rei: Papa João Paulo II (um existe)

7º Rei: Papa Bento XVI (durará 3anos e meio)

8º Rei: Papa João Paulo II (Ressuscitado!)

COMENTÁRIOS

1.O papado é simbolizado pelo chifre pequeno de Daniel 7:8, e não pelas sete cabeças da besta de Apocalipse 17. A besta escarlate simboliza o poder civil, que é controlado pela ‘mulher’ que a cavalga.

2.O Papa Bento XVI está no poder há mais de três anos e meio!

3.Desde quando Satanás tem, de fato, poder para ressuscitar alguém?!

4. Após 1844 DC, a Bíblia não revela nenhuma profecia com data marcada. O anjo com o livrinho aberto na mão (livro de Daniel) “jurou por Aquele que vive para todo o sempre,...que não haveria mais tempo (tempo profético)”.

(Apoc. 10:6 KJV)

OUTRA INTERPRETAÇÃO DOS DEZ CHIFRES

Os dez chifres são os dez governantes dos seguintes blocos econômicos:

1. ALCA; 2. APEC, 3. ASEAN, 4. CARICOM, 5. CEI,6. MERCOSUL, 7. NAFTA, 8. PACTO ANDINO, 9.SADC, 10. UNIÃO EUROPÉIA.

Estes recebem poder por 15 dias (uma hora profética), após os quais eles entregam sua autoridade ao papa, e, então, a lei dominical é promulgada. A supremacia papal durará, então, 1260 dias literais, após os quais os santos ouvirão a voz de Deus declarando o dia e a hora da segunda vinda de Cristo.

COMENTÁRIOS

1. Novamente, após 1844 DC, a Bíblia não revela nenhuma profecia com data marcada.

2. No dia em que a lei dominical for promulgada nos EUA, pode-se contar mais 1260 dias (~ 3 anos e meio) e sabe-se, então, o dia em que Deus anuncia o dia e a hora de Sua vinda. Como isto ocorrerá quando Cristo já estiver voltando, e sabendo que a viajem do céu à terra dura meia hora profética, isto é, sete dias e meio (ver Apocalipse 8:1), então se pode saber que Cristo voltará dentro de uma semana, contrariando Mateus 24:36 e I Tessal. 5:2.

3. Os que tiverem de passar pelo tempo de angústia teriam sua fé enfraquecida pela expectativa de terem de sofrer por ‘três anos e meio’ (1260 dias). Porém, “se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.” (Mat. 24:22)

“Estamos envolvidos em um poderoso conflito, e ele se tornará mais cerrado e determinado, ao nos aproximarmos da batalha final. Temos um adversário que não dorme, e ele está constantemente trabalhando nas mentes humanas que não tem tido uma experiência pessoal nos ensinamentos do povo de Deus nos últimos cinqüenta anos.”

Parte 02

1 – “Aqui há sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes” (Ap 17:9)

2 – Para Apoc. 17:9 existem diversas interpretações. Embora não possamos concordar com todas, entendemos que não existe lugar para críticas e sim para estudos e considerações sérias.

•As sete cabeças representam sete imperadores romanos: Augusto, Tibério, Cláudio, Calígula, Nero, Galba, Otho.

•São símbolo das diversas formas de governo que existiram em Roma: república, império, consulado, triunvirato, patriciado, papal e outras.

3 – São símbolos dos sete poderes perseguidores do povo de Deus: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma pagã, Roma papal; essa é a mais aceita.

Essa próxima interpretação considera as sete cabeças também como poderes perseguidores do povo de Deus, porém começando com Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma pagã, Roma papal, o papado no tempo da ferida mortal (1798-1929), e o papado depois de curada a ferida mortal no tempo do fim.

4 – São símbolo de poderes perseguidores do povo de Deus seguindo esta ordem: Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma pagã, Roma papal, França, e Estados Unidos.

5 – A mais recente interpretação considera as sete cabeças... como sendo uma sucessão de sete papas no tempo do fim.

6 – Se existem tantas interpretações acerca das sete cabeças e sete reis, não custa analisar mais uma... Ela é essencialmente bíblica e deve ser analisada com oração e cautela. Por que cautela? Para não tomá-la como uma afirmação categórica da verdade. Não é sábio ser dogmático quando estudamos profecias que ainda não se cumpriram ou estão em fase de cumprimento. Considere este estudo como uma intenção séria e humilde na busca da verdade. Ao estudar essa interpretação faça duas perguntas: tem ela uma base puramente bíblica? Está ela dentro do contexto do fim?

7 – Há um princípio de interpretação profética que estabelece que a profecia deve ser entendida a partir dos dias do profeta que a escreveu e não antes. Por exemplo, as profecias de Daniel 2 e 7 começaram com Babilônia e não com o Egito ou a Assíria. Por quê? Para Daniel, o Egito e a Assíria estavam no passado e o ponto de partida deveria ser Babilônia por ser este o poder reinante. Porém, ao estudarmos Dn 8 e 11 percebemos que essas profecias não mais começam com Babilônia e sim com Medo-Pérsia porque esse era o novo poder reinante.

8 – Algumas profecias não iniciam com o poder reinante e sim com algum evento futuro. Para identificar o ponto de partida o estudante das profecias deve trabalhar com essas duas possibilidades: ou é o poder reinante, ou é algum evento futuro.

9 – No caso do profeta João, o poder reinante era Roma... Nenhuma profecia do Apocalípse pode ser entendida corretamente se o ponto de partida for o Egito ou Babilônia. Se respeitarmos esse princípio de interpretação profética percebemos a fragilidade da maioria das interpretações sugeridas anteriormente. Apocalipse 17 está dentro de um contexto escatológico, a condenação da grande prostituta e o anúncio da sua queda e destruição... Quem vai se levantar contra o papado e provocar sua queda e destruição?.

10 – “Aqui há sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada”. (Ap 17:9)

•A mulher representa especificamente a Igreja de Roma e a besta que a carrega é Satanás... O anjo explica que as sete cabeças da besta que carrega a mulher representam os sete montes de Roma.

•Os historiadores católicos e não católicos reconhecem Roma como a cidade dos sete montes (SDA Bible Commentary, vol. 7, 855); são eles: Capitolino, Palatino, Aventino, Celino, Esquilino, Viminal e Quirinal.

11 – É importante não perder de vista que Apocalipse 17 fala de duas bestas: uma representando a cidade de Roma, e a outra a Igreja de Roma.

O verso 9 explica o significado das sete cabeças da besta do abismo e o verso 10 explica as sete cabeças da besta que subiu do mar.(Ver Ap 13:1; 17:8-10)

12 – “E são também sete reis” (Ap 17:9)

A visão de Ap 13: 1-2 fala de uma besta que subiu do mar com sete cabeças e dez chifres que se assentou no trono dado pelo dragão de sete cabeças e dez chifres (Ap 12:3); as sete cabeças do dragão e as sete cabeças da besta que subiu do mar só são explicadas na visão do capítulo dezessete. Não podemos estudar Ap 13 e Ap 17 como visões isoladas porque elas se completam; estão falando dos mesmos poderes.

13 – O anjo disse que as sete cabeças da besta que subiu do mar são sete reis. O que é um Rei?

•Um rei precisa ter um reino que se submeta a ele;

•Precisa ter um Estado soberano, territorialmente delimitado;

•Um rei precisa ter um trono, ou seja, a sede do poder.

14 – Anteriormente a 1798 os papas reinaram absolutos sobre os Estados Papais (doação de Pepino em 756). Quando o golpe mortal de 1798 foi desferido (Ap 13:3), setenta e dois anos mais tarde, em 1870, esses estados foram abocanhados pela Itália (Roy Allan Anderson, O Apocalipse Revelado, 156). O poder temporal papal chegou ao fim ficando o papa como virtual prisioneiro no Vaticano; o papado perdeu o status de rei, não mais possuía um reino.

15 – “Em 1929 o Tratado de Latrão restaurou o poder temporal do papa, o qual recebeu o domínio da Cidade do Vaticano”.

O Tratado de Latrão foi o início da cura da ferida mortal porque devolveu ao papa o status perdido de rei e soberano, mas não lhe devolveu, porém, a supremacia perdida.

16 – O profeta, porém, previu que haveria uma restauração muito maior do papado, a recuperação da supremacia perdida (42 meses), quando toda a terra adorará a besta através da imposição do decreto dominical.

17 – A interpretação dada pelo anjo no verso 10, indicando que as sete cabeças da besta que subiu do mar são sete reis, não pode ser aplicada ao poder temporal dos papas durante a Idade Média (538 – 1798), porque:

•Nesse período não existiram somente sete papas;

•O contexto do capítulo dezessete é o tempo do fim.

18 – Não pode também se referir ao período da ferida mortal (1798 – 1929) porque:

•Desde 1870 (perda dos Estados papais), até 1929, só existiram cinco papas (Pio IX, Leão XIII, Pio X, Bento XV e Pio XI). Estes foram denominados “prisioneiros do Vaticano”. Destituídos do poder temporal, não eram reis e o Vaticano não era um Estado.

19 – Resta então a interpretação do anjo apontando as sete cabeças como:

•sete reis na cidade de Roma

•no contexto do tempo do fim,

• e de 1929 para frente.

Nesse ano o papa voltou a ser mundialmente reconhecido como rei e estadista. O Estado do Vaticano é o menor país do mundo, porém, o mais poderoso!.

20 – Esclarecendo:

A primeira evidência de que no verso 10 o anjo está falando da besta que subiu do mar (Igreja de Roma) é o método usado pelo anjo de falar de forma alternada e sucessiva das duas bestas. Nos versos 8 e 9 o anjo falou primeiro da besta do abismo para depois falar da besta do mar. A correta compreensão de Ap. 13:1-10, uma profecia sem mistérios, lança luz sobre a visão do capítulo dezessete.

• 21 – A segunda evidência de que no verso 10 o anjo está falando da besta que subiu do mar (Igreja de Roma) é que ele interpretou as “sete cabeças” de forma diferente; antes ele falou que “as sete cabeças” eram “sete montes” e agora ele diz que são “sete reis”; visto que existem na visão duas bestas com sete cabeças, a conclusão coerente é que ele no verso 9 falou das sete cabeças da besta do abismo e no verso 10 está falando das “sete cabeças” da besta que subiu do mar. Se Ap 13 e Ap 17 falam de forma alternada e sucessiva de duas diferentes bestas, precisamos então respeitar essa ordem.

22 – A terceira evidência de que o verso 10 está

falando do papado é que em Ap 13:1-3 a cabeça

ferida representa o golpe desferido contra o

papado em 1798.

• A besta que subiu do mar representa a Igreja de Roma e as sete cabeças, por questão de coerência, só podem representar os cabeças dessa igreja, “reis” que se assentam na cidade dos sete montes; essa é uma referência aos papas modernos de 1929 para frente.

23 – A quarta evidência é que o profeta viu nas “sete

cabeças” um nome de blasfêmia (Ap 13:1). Os nomes de

blasfêmia identificam diretamente o papado que com

arrogância se intitula Deus na Terra, porque:

•Perdoa pecados;

•Diz ter autoridade de mudar a Lei de Deus, transferindo a santidade do sábado bíblico para o domingo;

•Diz possuir infalibilidade.

Nas profecias de Daniel e Apocalipse os nomes de blasfêmia dizem respeito ao papado.

24 – O estudo das profecias apocalípticas precisa se concentrar no tempo do fim.

•O Apocalipse não enfoca o passado e sim o futuro; é uma profecia que desvenda o mistério da piedade até então escondido na doutrina do Santuário Celestial.

25 – O trono do dragão já estava na cidade dos sete montes antes de existir o papado: “E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve... Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás” (Ap 2:12-13). O trono de Satanás veio de Babilônia para Pérgamo e de Pérgamo para Roma.

26 – Ap 13:2 diz que Satanás deu o seu trono à besta que subiu do mar, a Igreja de Roma, e as sete cabeças dessa besta representam os pontífices de Roma na era moderna. Por que interpretar somente uma das sete cabeças (a que recebeu a ferida de morte) de Ap 13:1 como símbolo do papado e as outras seis cabeças como um símbolo dos reinos deste mundo?.

As palavras proferidas pelo anjo em Ap 17:10 permanecem firmes: “são sete reis” que se assentam na cidade dos sete montes. (Os Sete Selos, As Sete Trombetas, precisam ser revistos segundo o SDA Bible Commentary, vol. 7, 108-112).

27 – “Cinco já caíram e um existe” (Ap 17:10)

•A visão foi dada a João nos primeiros seis versos do capítulo dezessete e a explicação é anunciada no verso 7.

28 – “Eu te direi o mistério da mulher e da besta que a traz” (Ap 17:7)

Qual é o mistério? O mistério é que são duas bestas e não uma, porque a mulher que está sendo carregada também é uma besta identificada em Ap 13:1 como a besta que subiu do mar e também possui sete cabeças e dez chifres.

29 – As sete cabeças da besta do abismo identificam a cidade dos sete montes reconhecida mundialmente como a cidade de Roma, e as sete cabeças da besta que subiu do mar identificam os sete últimos reis da Igreja de Roma.

30 – “Cinco já caíram”- a tendência natural é entender que os cinco reis já tinham caído no tempo em que a profecia foi dada ao profeta João. É evidente que o profeta está falando de acontecimentos futuros usando o verbo no passado... No Apocalipse é comum falar dos

acontecimentos futuros usando o verbo no passado.

31 – Exemplo: As Três Mensagens Angélicas começaram a ser anunciadas por volta de 1844, porém os verbos estão todos no passado: “Caiu, caiu Babilônia” (Ap 14:8).

•Babilônia mãe e suas filhas nem mesmo existiam no tempo do profeta, mas o profeta diz: “Caiu, caiu Babilônia”; em relação ao tempo do profeta a mensagem é um evento futuro embora o verbo esteja no passado.

32 – Exemplo: “a besta que era e já não é, mas que virá” (Ap 17:8).

•O poder papal não existia ainda; o papado só surgiu no século VI.

•A correta compreensão do fator tempo nos ajuda muito a compreender a profecia do capítulo dezessete.

33 – É muito frágil o argumento de que os cinco reis já tinham caído nos dias de João simplesmente por causa do tempo do verbo.

No estudo profético, mais importante que o tempo do verbo, é o contexto da visão e do capítulo.

34 – Exemplo: O contexto de Daniel 7 (o quarto animal com dez chifres e o surgimento de uma ponta pequena derrubando três chifres), determina o contexto da visão, isto é, o surgimento do poder papal depois da fragmentação do Império Romano do Ocidente.

35 – Exemplo: A visão de Daniel 12 determina um contexto totalmente diferente, um contexto que não diz respeito à Idade Média e sim ao tempo do fim:

•Tempo de angústia (Dn 12:1)

•Ressurreição especial (Dn 12:2)

•Imposição da Abominação Desoladora (Dn 12:11).

Esse é um contexto essencialmente escatológico

e todo o capítulo precisa ser entendido dentro

desse contexto.

36 – Exemplo: O mesmo acontece em Ap 12:5-6 quando fala de Jesus sendo arrebatado para o céu e a Sua igreja ficando na Terra, fugindo para o deserto e sendo perseguida pelo dragão por 1260 anos... O contexto está falando da primeira grande perseguição da igreja cristã durante a Idade Média. (Corresponde ao capítulo sete de Daniel).

37 – Porém, quando chegamos ao capítulo treze de Apocalipse o contexto é o tempo do fim, pois a ênfase é a cura da ferida mortal (1929). Ap 13:5 volta a falar de uma supremacia papal de 42 meses no contexto dos últimos dias.

38 – Mais importante que o tempo do verbo e muito mais importante que a interpretação tradicional defendida por muitos anos, é a coerência e a fidelidade ao contexto da visão e do capítulo.

39 – Ap 17:8

•“A besta que era” (fala da sua supremacia durante a Idade Média de 538 a 1798);

•“e já não é” (fala da sua ferida mortal: 1798-1929);

•“mas que virá” (mostra a restauração papal e sua supremacia de 42 meses conforme Ap 13:5; e finalmente fala da sua destruição no final dos 42 meses conforme Ap 17:16).

40 – O tempo da primeira angústia na Idade Média foi em tempo profético, 1260 anos (538-1798). A Bíblia, porém, fala de um outro tempo de

angústia: “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tão pouco há de haver”.

Ellen G. White em O Grande Conflito, pág. 622, mostra que essa angústia é a angústia dos últimos dias e que é impossível alguém exagerar essa angústia.

41 – Mas a Bíblia continua falando:

“e se aqueles dias não fossem abreviados...”.

•Jesus está dizendo que a última angústia que é realmente a angústia qual nunca houve, será abreviada, como? De tempo profético para literal, de 1260 anos para 42 meses.

42 – “mas por causa dos escolhidos serão

abreviados aqueles dias. Então se alguém

vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou

ali, não lhe deis crédito” (Mt 24:21-23).

“Como ato culminante no grande drama do engano, o próprio Satanás personificará Cristo... É este o poderoso engano, quase invencível” (Ellen G. White, O Grande Conflito, 624).

43 – Jesus, porém, afirmou que nenhum dos escolhidos será enganado: “Se fosse

possível enganariam até os escolhidos” (Mt 24:24).

Se fosse possível quer dizer que não será possível. Satanás não enganará os escolhidos de Deus.

44 – “Sua bênção (a bênção de Satanás, o falso cristo) é pronunciada sobre os adoradores da besta e de sua imagem, a mesma classe sobre a qual a Bíblia declara que a ira de Deus, sem mistura, será derramada”. (Ellen G. White, O Grande Conflito, 625).

.45 – 1929 se destaca como o mais importante ano na recuperação do poder temporal do papado. É fato incontestável que o Tratado de Latrão marcou o início da cura da ferida mortal. O acordo assinado entre Mussolini e o Vaticano devolveu para o papado o status de rei e estadista; desde então o papado tem crescido em poder, popularidade e influência.

46 – Não resta dúvida de que a Igreja de Roma foi quem colocou Mussolini no poder com a finalidade de conseguir o Tratado de Latrão... O papa pronunciou-se publicamente a favor de Mussolini dizendo ser ele “o homem enviado pela Providência”.

47 – No dia 11 de fevereiro de 1929 o cardeal Gasparri e sua comitiva partiram para o Palácio de Latrão... O cardeal Gasparri e o ministro Mussolini (representante do rei da Itália) assinaram os três documentos que constituíam o Tratado.

48 – O cardeal Gasparri deu como presente a Mussolini a caneta de ouro que o papa havia oferecido para a assinatura. [...] Devido a ter sido assinado no Palácio de Latrão, o Tratado passou a ser conhecido como o Tratado de Latrão. (Don Sharkey, Pio XII e o Vaticano, 109-110)

49 – “Por ele (o Tratado) era concedida ao Santo Padre soberania completa sobre a Basílica de S. Pedro, o Palácio do Vaticano e os outros edifícios do Vaticano. Era criado assim um país de nova espécie, o menor país do mundo”. (Don Sharkey, Pio XII e o Vaticano, 110)

50 – O Tratado de Latrão continha outras disposições:

•O papa renunciava às suas reclamações quanto a cidade de Roma e os antigos Estados Papais;

•O governo italiano comprometia-se a pagar uma indenização ao Vaticano pela propriedade dos antigos Estados Papais, que haviam sido tomados em 1870. Parte dessa indenização foi utilizada para abrir o Banco do Vaticano;

•O catolicismo se tornaria a religião oficial da Itália e seria estabelecido o ensino religioso nas escolas;

•As leis civis italianas que estivessem em conflito com as leis da igreja seriam modificadas de modo a ficarem em harmonia (Don Sharkey, Pio XII e o Vaticano, 111).

51 – Não há dúvida alguma sobre a importância do Tratado de Latrão na cura da ferida mortal (The New Catholic Encyclopedia, vol. 14, 555, 557). “A partir daí o papa voltou a ser contado entre os soberanos da Terra” (Roy Allan Anderson, O Apocalipse Revelado, 156). O Tratado de Latrão foi o início da cura da ferida mortal porque devolveu ao papa o reino perdido, porém, não a supremacia perdida. Quando lhe será devolvida a supremacia perdida? Esse evento ainda está no futuro.

Parte 03

Tendo claro que as sete cabeças de Apocalipses 17 têm dupla interpretação (montes e reis) e que estes assinalam a Roma e os papas que governam ali, podemos continuar nossa investigação tratando de achar o momento na história desde o qual devem começar a contar-se, e desta maneira conseguir conhecer finalmente sua identidade. Para iniciar, faremos uma análise do capítulo 17 de Apocalipse à luz das duas fases do Papado que estudamos no oitavo capítulo deste livro.

Como pudemos comprovar pela história, o papado se consolidou como governante supremo da Europa no ano 538 d.C. por decreto do imperador Justiniano, e perdeu seu poder político 1260 anos depois em 1798 d.C., em tempos da Revolução Francesa. A partir desse ano os papas perderam não só sua autoridade como também os territórios desde os quais governavam. Na concordata de Latrão, celebrado em 1929, Benito Mussolini devolveu parte dos territórios ao papa PIO XI. Desde então vimos como o poder e influência do papado no mundo inteiro foi crescendo e podemos prever que tal como sucedeu durante a primeira fase, logo atingirá o controle do mundo inteiro. Quando isto suceder, o Senhor Jesus Cristo virá e lhe tirará este poder. O seguinte diagrama resume o que ali estudamos:

Veja o que diz o comentário Bíblico Adventista sobre a "Ferida Mortal"
cuja ferida mortal foi curada... Apoc. 13:12
Nos anos que decorreram depois da Revolução Francesa se produziu um reavivamiento gradual do sistema papal. O papa sofreu um novo golpe em 1870, quando lhe foram tirados os Estados papais. Um acontecimento importante aconteceu em 1929 quando, pelo tratado de Latrão, o poder temporário lhe foi restaurado ao papa. Recebeu então o governo da Cidade do Vaticano, uma seção da cidade de Roma, que ocupa uma extensão de uns 44 hectares.
No entanto, o profeta contempla que há uma restauração muito maior. Viu a ferida completamente curada, como o insinua o texto grego. João viu, ademais, que depois da cura "todos os moradores da terra" -exceto uns poucos fiéis- adoraram à besta (vers. 8; cf. CS 636). Esta adoração ainda se acha no futuro. Ainda que o papado recebe a homenagem de certos setores, enormes conjuntos humanos não lhe rendem preitesia. Mas isto mudará. A besta do vers. 11 "faz que a terra e os moradores dela adorem à primeira besta, cuja ferida mortal foi curada" (vers. 12).

Concluimos que a ferida seria "curada" em 1929 e "completamente curada" com a acenssão da besta.

Menciona Apocalipse 17 estas mesmas duas fases de poder papal? Claro que sim! Leiamos a descrição que nos apresenta o capítulo:

"A besta que viste era e não é, e está para subir do abismo e ir a perdição. Os habitantes da terra, aqueles cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo, se assombrarão vendo a besta que era e não é, e será" (Apocalipse 17:8).

Analisemos, pois, em detalhe estas fases segundo estão descritas no contexto, iniciando com a descrição do período intermédio.

A ferida mortal. "Não é"

"O anjo me disse: «Por que te assombras? Eu te direi o mistério da mulher e da besta que a leva, a qual tem sete cabeças e dez chifres. A besta que viste era e não é , e está para subir do abismo e ir a perdição. Os habitantes da terra, aqueles cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo, se assombrarão vendo a besta que era e não é , e será" (Apocalipse 17:7-8).

Observe que a palavra "era" está em tempo passado, "será" está em tempo futuro e "não é" está em tempo presente. Com clareza podemos ver que o anjo levou a João em visão ao tempo em que o papado já tinha perdido seu poder (1798 d.C. - 1929 d.C.) e desde ali começa a explicar-lhe a visão.

Primeira fase. "Era"

O anjo lhe disse ao apóstolo João: "A besta que viste, era..." (Apocalipse 17:8). E daí foi o que o apóstolo viu? Leiamos:

"Me levou no Espírito ao deserto, e vi a uma mulher sentada sobre uma besta escarlata cheia de nomes de blasfemia, que tinha sete cabeças e dez chifres. A mulher estava vestida de púrpura e escarlata, enfeitada de ouro, pedras preciosas e pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio de abominações e da imundicie de sua prostituição. Em sua fronte tinha um nome escrito, mistério: «Babilonia a grande, a mãe das prostitutas e das abominações da terra». Vi à mulher embriagada com o sangue dos santos e do sangue dos mártires de Jesús" (Apocalipses 17:3-6).

É evidente que aqui se está falando da primeira fase do papado, pois o versículo 3 apresenta à mulher sentada sobre a besta, o qual é indício da união da Igreja e o Estado. Também, apresenta as blasfemias que resultaram desta união, tais como a crença de que o Papa era a interseção entre o céu e a terra, que tinha o poder de perdoar pecados e que podia mudar a Lei de Deus segundo sua vontade.[a] O versículo 4 assinala o luxo e a ostentação que caracterizaram à igreja romana durante seus primeiros anos e apresenta, também, o tempo no qual ela deu a beber ao mundo de seu cálice de abominações que, como já vimos, são suas falsas doutrinas. O versículo 5 mostra o surgimento de outras igrejas (filhas) que seguiriam algumas de seus falsos ensinos e o versículo 6 fala do sangue dos filhos fiéis de Deus que foi derramada durante esses escuros anos(santa inquisição).

Uma confirmação adicional encontramos no versículo 3 onde se afirma que o que João viu, o vió no deserto o qual é símbolo inequívoco dos primeiros 1260 anos de supremacia papal:

"A mulher fugiu ao deserto, onde tinha um lugar preparado por Deus para ser sustentada ali por mil duzentos sessenta dias" (Apocalipses 12:6).

Segunda fase. "Será"

"Isto, para a mente que tem sabedoria: As sete cabeças são sete montes sobre os quais se assenta a mulher, e são sete reis. Cinco deles caíram; um é e o outro ainda não veio, e quando vir deverá durar pouco tempo. A besta que era e não é, é também o oitavo, e é um dos sete e vai à perdição. Os dez chifres que viste são dez reis que ainda não receberam reino; mas receberão autoridade como reis por uma hora, juntamente com a besta. Estes têm um mesmo propósito: entregarão seu poder e autoridade à besta. Brigarão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é Senhor de senhores e Rei de reis; e os que estão com ele são chamados, eleitos e fiéis" (Apocalipses 17:9-14).

Façamos um pequeno resumo do que a passagem apresenta, em sua devida ordem:
A mulher se senta sobre os sete montes.

Menciona-se a existência de sete reis (papas) governando em seqüência. Os cinco primeiros caídos, um governando e o outro a ponto de vir.

Anuncia-se que o sétimo rei governará só pouco tempo.

Revela-se que a besta inteira receberá o poder absoluto do mundo depois da queda da sétima cabeça, como se se tratasse de uma oitava. Durante este período a besta voltará a ser plenamente o que "era".

Dez reis serão os encarregados de entregar-lhe o poder e a autoridade à besta.

Quando estes reis mediante sua união tenham conseguido impor a supremacia da besta, o Cordeiro virá e os vencerá.

Notemos que a passagem inicia com a descrição do momento em que a mulher (a Igreja) senta-se na cidade dos sete montes (Roma), e termina com a vinda de Cristo (o Cordeiro). No capítulo oitavo estudamos que a segunda fase inicia e termina justamente com estes dois eventos. Por tanto, o que esta passagem apresenta, incluindo a seqüência dos sete reis e o governo mundial da besta, deve fazer parte da segunda fase do papado. Isto significa que os sete papas apresentados nesta profecia, devem começar a governar a partir do ano 1929 . E como sei que começam a contar-se a partir desse mesmo ano e não depois? É simples: Desde os começos do papado, o bispo de Roma foi chamado "rei da terra" e "chefe dos reis",[b] mas perdeu esse titulo em 1798 devido a que os franceses o levaram cativo, desapropriaram seus territórios e usurparam sua soberania. Nenhum dos papas que estiveram cativos a partir desse ano (Pío VI, Pío VII, Gregorio XVI, Pío IX, León XIII, Pío X e Benedicto XV), voltaram a ser chamados "reis". Só até 1929 o papa voltou a ser considerado como tal, ao isentar parte dos territórios pontifícios perdidos:

"Pío XI achou a solução para a`Questão romana' assinando com o ditador Mussolini o pacto de Latrão, em 11 de fevereiro de 1929, mediante o qual o Papa se tornou soberano independente da cidade do Vaticano, o menor Estado com apenas 44 hectares".[c] (A fotografia, foi retirada desta mesma publicação, mostra o papa Pío XI escutando o discurso do embaixador do Brasil justamente depois de adquirir sua autoridade política em 1929).

Como podemos ver, a história confirma que durante a segunda fase do Papado, Pío XI foi o primeiro em ser reconhecido como soberano independente, ou o que é o mesmo, rei de sua própria nação.[d] A partir de então, todos seus sucessores receberam o mesmo legado, aumentando de ano em ano sua influência sobre as demais nações do mundo. O seguinte gráfico apresenta sua localização dentro do contexto profético do tempo do fim:

Os papas que receberam o título de "reis" desde o início da segunda fase do papado são os seguintes:

1 - Pío XI (1922-1939)   2 - Pío XII (1939-1958)   3 - João XXIII (1958-1963)

4 - Paulo VI (1963-1978)   5 - João Paulo I (1978)  6 - JOÃO PAULO II (1978 - 2005)

7 - Bento XVI (2005 - ?)

É evidente que estamos vivendo sob o domínio do sétimo rei desta profecia.[e] Agora bem, se temos em conta que o sétimo rei (atual papa: Bento XVI) durará "pouco tempo" (Apocalipse 17:10) e que o "oitavo" governará tão só por "uma hora profética" (isto é: por alguns dias ),[f] não cabe dúvida de que estamos vivendo no Limiar da batalha final entre os poderes do bem e do mau (vers. 14).[g] Agora compreende você, estimado leitor, por que titulei este livro "No Limiar do fim do tempo"?

Tendo claro em que lugar do tempo profético nos encontramos atualmente, analisaremos em detalhe os símbolos e acontecimentos que aparecem relacionados com a "oitava" cabeça e que ainda ficam por definir.

O oitavo é um dos sete

"A besta que era e não é, é também o oitavo, e é um dos sete e vai à perdição" (Apocalipse 17:11).

Esta passagem revela que a besta inteira receberá o poder absoluto do mundo após o sétimo rei ou na sequência deste, como se se tratasse de uma oitava. Durante este período a besta voltará a ser plenamente o que "era". Isto é, durante este período se repetirão as terríveis cenas de intolerância e perseguição que caracterizaram a Idade Média.[h]

A profecia revela, também, que quando o papado obter a supremacia mundial, não o fará com um novo lider, senão com algum dos sete anteriores. Se temos em conta que os seis primeiros já estão mortos e que, em teoria, o sétimo é o único que estaria com vida para esse momento, concluímos que o sétimo pontífice será o que receberá a autoridade suprema do mundo, não seria normal o atual papa tivesse assumido em 19/04/2005 já com todo o poder da "besta" sem antes ter um tempo de preparação e aceitação da parte dos lideres mundiais para uma união da igreja com o Estado, feito isto os reis da terra darão ao papa autoridades para agir, então a ferida mortal será finalmente e completamente curada com a união da igreja com Estado, surge então a besta como um oitavo poder na pessoa de um dos sete papas, a profecia é clara em declarar que a besta é um dos sete, então o sétimo se enquadra perfeitamente porque é um dos sete, se não, a profecia não declararia "é um dos sete", haverá apenas uma transição de um papa com poderes limitados para um papa com poderes sobre todos indivíduos em todas nações(ex: é como um senhor que é gerente de uma seção em uma loja que é nomeado a gerente geral de toda a loja, permaneceu empregado, apenas recebeu um novo cargo.)

Será que as características do atual papa enquadra no perfil de um personagem que possa ter influência sobre os lideres mundiais para que possa receber deles poderes ilimitados, ou que tenha antecendentes de intolerancia e perseguição sobre quem não aceita sua idéias? Para responder estas perguntas veja algumas informações sobre "Joseph Ratzinger" o escolhido como papa, estas partes foram colhidas recentemente dos meios de comunicações.

NetSite 2/4/2005 - "Cardeal alemão, ultraconservador, um dos mais poderosos do Vaticano, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão ortodoxo, antigo Tribunal da Inquisição. Nascido em 16 de abril de 1927, defende idéias "medievais" da igreja, dizem críticos. Nacionalidade alemã é vista como desvantagem na escolha."

Globo.com 16/4/2005 - "O cardeal alemão Joseph Ratzinger, um dos favoritos para suceder o Papa João Paulo II, foi incluído na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, publicada neste domingo pela revista "Time". Desde 1981 à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal alemão é uma das personalidades mais poderosas do Vaticano.

Globo.com 19/4/2005 - "O Cardeal Joseph Ratzinger, de 78 anos, eleito Papa e sucessor de João Paulo II, é o prelado que talvez mais claramente representa a linha mais dogmática da Igreja Católica Romana. Suas idéias muitas vezes chocam as correntes liberais de seu país de origem, onde chegou a ser acusado de adotar um estilo inquisidor.
...O novo Papa também carrega o ônus da imagem de guardião doutrinário, cargo que ocupou por 24 anos. Durante muito tempo teve que brigar com a fama de "Grande Inquisidor",
...Nesse cargo, Ratzinger calou sacerdotes latino-americanos da "Teologia da Libertação", como o voto de silêncio imposto ao frei Leonardo Boff.
...Em um documento divulgado no ano de 2000, "Dominus Jesus", classificou as outras igrejas cristãs como deficientes, afirmando que "apenas na Igreja Católica existe a salvação". As afirmações surpreenderam anglicanos, luteranos e outros protestantes que mantiveram diálogo ecumênico com Roma durante anos.

Globo.com 19/4/2005 - Joseph Ratzinger, eleito o novo Papa nesta terça-feira com o nome de Bento XVI, serviu na Juventude de Hitler durante a Segunda Grande Guerra quando o alistamento era obrigatório...
...As experiências de Ratzinger durante a Segunda Guerra Mundial foi uma fonte de controvérsia para alguns jornais, que investigaram o passado do alemão depois da morte de João Paulo II e se tornou rapidamente o favorito para ocupar o Trono de Pedro.

ratzingerfanclub.com - As Grand Inquisitor for Mother Rome, Ratzinger keeps himself busy in service to the Truth: correcting theological error, silencing dissenting theologians, and stomping down heresy... (TEXTO TRADUZIDO: Como grande inquisidor para a mãe Roma, Ratzinger se mantém ocupado em serviço da verdade, corrigindo erros teológico, silenciando téologos dissidentes e combatendo heresias... )

NOTA: Significado de inquisidor: Juiz do tribunal da Inquisição.

Isso mesmo, a inquisição(leia-se santa inquisição) como foi na idade média onde milhões de vidas foram tiradas porque eram considerados hereges, quer dizer, pessoas que não concordavam com as doutrinas da igreja de Roma, e sofrerão a mesma perseguição e condenados a morte quando finalmente a ferida mortal da "besta" for completamente sanada, então a besta que "era, não é" finalmente "será", e isto se dará quando o atual pontifície receber das autoridades mundiais todo poder para agir, quando se dará? leia a seguir.

Os dez chifres entregam seu poder à besta

"Os dez chifres que viste são dez reis que ainda não receberam reino; mas receberão autoridade como reis por uma hora, juntamente com a besta. Estes têm um mesmo propósito: entregarão seu poder e autoridade à besta. Brigarão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá..." (Apocalipse 17:12-14).

É interessante que a diferença dos dez chifres da quarta besta de Daniel 7, estes não constituem divisões do mesmo reino senão que são reis independentes com poder e autoridade próprias. Se não fosse assim não poderiam entregar-lhe o reino à besta  (vers. 13). Agora bem, quem são estes reis? São tão só dez? Comparemos a passagem que estamos analisando com o seguinte:

"Vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta, três espíritos imundos semelhantes a rãs. São espíritos de demônios, que fazem sinais e vão aos reis da terra em todo mundo para reuní-los para a batalha daquele grande dia do Deus Todo-poderoso" (Apocalipse 16:13-14).

Observe que as duas passagens falam da batalha final entre Cristo e os poderes da terra e mencionam a sua vez os reis que intervirão nela. Baseados nesta comparação resulta evidente que quando a profecia de Apocalipse 17 diz "dez reis" se refere a todos os reis da terra e não só a dez.[k] O número dez alude freqüentemente a uma quantidade alta e indeterminada de coisas, capacidades ou eventos. Um exemplo disto o encontramos no livro de Daniel onde diz: "...o rei os conferiu, achou-os dez vezes melhores que todos os magos e astrólogos que tinha em todo seu reino" (Daniel 1:20).[l]

A atuação dos reis desta profecia virá como resultado do poder que os Estados Unidos tem sobre eles para fazer que lhe entreguem ao papado a autoridade de governar um reino mundial.[m]

Uma confirmação cronológica:

A profecia explica o momento exato no que esta parte da profecia teria de ser plenamente entendida. Se você lê com atenção se dará conta que o anjo aparece explicando o significado das cabeças quando cinco delas já caíram e está reinando a sexta. É interessante ressaltar o fato de que esta interpretação saiu à luz justamente durante o pontificado de JOÃO PAULO II.

Conclusões:

Existem dois argumentos que me motivaram a apoiar o ponto de vista que identifica às sete cabeças com sete papas. O primeiro deles se baseia no fato de que no palco profético os sete montes mencionados em Apocalipses 17:9 não são outro símbolo, senão pelo contrário, são parte da explicação dada pelo anjo a respeito das sete cabeças da besta, as quais identificam com certeza à cidade de Roma, a qual está assentada sobre sete montes. O segundo argumento se baseia na interpretação de Daniel 7 e 8, onde explica que as cabeças não podem ser reinos diferentes da besta que a leva, senão que devem ser reis ou reinos que surgem de uma mesma nação.

Apocalipse 17 apresenta as mesmas duas fases de supremacia papal e proporciona informação adicional referente à seqüência dos acontecimentos que sucederão durante a segunda fase.

Os sete reis que reinam em seqüência aparecem incluídos dentro da segunda fase de supremacia papal, por tanto, estes devem fazer sua aparição a partir do ano 1929

. durante os anos da "ferida de morte" (1798 -1929) nenhum papa pôde exercer seu poder político devido a que lhes foram tirados seus territórios e poderes temporários. Só depois de 11 de fevereiro de 1929 o papa voltou a ostentar o título de rei ou soberano. Pío XI é, portanto, o primeiro dos sete reis de Apocalipses 17:10

BENTO XVI é o Sétimo destes reis, e deverá durar pouco tempo e depois o papado receberá a autoridade suprema do mundo, dando início a atuação da besta.

Quando o papado estiver no auge de seu poder, se iniciará a batalha final a qual concluirá com a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo.

Dentro do âmbito adventista, existem mais de dez pontos de vista diferentes sobre as sete cabeças da besta, e ainda que eu apoio o que identifica às sete cabeças com sete papas, não considero que este seja infalível ou esteja cem por cento livre de erros. Apresento o que creio que vai suceder, mas se por alguma circunstância não chegar a cumprir-se desta maneira, isto não comprometeria em forma alguma à Igreja Adventista do Sétimo Dia, nem desvirtuaria o certo cumprimento das demais profecias apresentadas neste livro pois estou seguro que todas se cumprirão a seu devido tempo.

Fontes de Pesquisas.

[a] Ver detalhes no Capítulo 7: "O mais grave atentado".

[b] Lucius Ferraris, Prompta Bibliotheca, tomo VI, págs. 25-29

[c] História da Igreja Católica, pág. 61-63, Atlântida.

[d] O Dicionário Enciclopédico Terranova, pág. 1243, define a palavra "rei" como "Soberano de um reino".

[e] Este capítulo foi concluído em 19 de Abril de 2005.

[f] Apocalipse 17:12. Alguns expositores aplicaram o princípio "dia por ano" à "hora" aqui mencionada , o qual equivaleria a uns 15 dias literais (365 dias por ano ÷ 24 horas por dia = 15 dias). Ainda que é possível que isto possa chegar a ser verdadeiro, é perigoso chegar a dogmatizar ao respecto, pois a palavra hora (wran) é usada freqüentemente para designar um período de tempo curto mas indeterminado. Esta palavra é traduzida como "um pouco de tempo" em 1 Tesalonicenses 2:17

[g] Isto que você está lendo é, provavelmente, o cumprimento das palavras registradas  em Mensagens Seletas, tomo 3, pág. 441, párr. 3. (pág 387 em Inglês).

[h] Veja-se o capitulo 6 "Nasce um temível império".

[k] Elena G. White apóia esta idéia em Eventos Finais, pág. 140

[l] Existem outras passagens onde se utiliza o numero dez para expressar uma quantidade alta e indeterminada. Os seguintes são alguns bons exemplos: Génese 31:7; Nehemías 4:12; Números 14:22; Job 19:3 e 2 Samuel 19:43. O pé de página da passagem de Génese 31:7 na Rainha-Valera 1995 explica que a expressão "dez vezes" se usava como sinônimo de "muitíssimas vezes".

[m] Ver o caítulo 9 "Os Estados Unidos na profecia I".

 

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